Joan Pujol Garcia nasceu em 1912 e morreu em 1988. Espanhol. Civil comum. Não era militar. Não era espião de formação. Mesmo assim enganou a Alemanha nazista inteira.
Ele criou uma rede fictícia de agentes que não existiam. Enviava relatórios detalhados, coerentes e convincentes. Hitler confiava nele. Os alemães financiavam sua operação. Tudo baseado em personagens inventados.
Durante o Dia D, Pujol conseguiu fazer os alemães acreditarem que o verdadeiro ataque viria em outro lugar. Tropas ficaram paradas esperando algo que nunca aconteceu.
Ele não venceu ninguém na força. Não enfrentou ninguém cara a cara. Venceu fazendo o outro decidir errado sozinho.
A sacada de Pujol era simples e perigosa. Se você controla a informação que o outro usa para decidir, você controla o resultado sem precisar aparecer.
Na prática, ele provou que o erro mais grave não é perder força. É confiar na leitura errada da realidade.