Miyamoto Musashi e a percepção no combate

Por Braddock, 6 Janeiro, 2026
Miyamoto Musashi e a percepção no combate

Miyamoto Musashi virou frase pronta. Samurai lendário, invicto, duas espadas. Isso não explica nada.

O que separava ele do resto não era treinar mais horas nem acumular técnica. Era percepção. Tempo, distância, ritmo, intenção. Ele observava enquanto o outro ainda estava tentando impor presença.

A história das duas espadas não é “estilo”. É adaptação. Ele não se prendia à forma. Mudava conforme a situação mudava. Espada longa, curta, madeira, o que estivesse à mão.

O instrumento não era o centro. O centro era a leitura. Hábito do adversário, quebra de padrão, pequeno atraso, reação fora do lugar.

Enquanto o outro executava, ele ajustava. Economizava movimento. Entrava quando já estava decidido.

Não tem romantismo nisso. Não tem mística. Tem atenção constante.

Por isso tanta gente repete o nome e pouca gente entende o motivo. É mais fácil falar que ele era um grande espadachim do que aceitar que ele vencia porque via antes.

Referências