COMBATIVES · PESQUISA & NOTAS DE ESTUDO
Compreender a violência antes do confronto.
A COMBATIVES estuda a violência por meio de pesquisas técnicas, acadêmicas e de segurança pública. Esta seção organiza conceitos relacionados à avaliação comportamental de ameaças, inteligência de proteção, prevenção da violência, violência interpessoal, proteção de crianças e segurança no mundo real.
O objetivo não é criar perfis nem prever quem se tornará violento. O objetivo é compreender comportamento, contexto, escalada, risco, prevenção e as oportunidades que podem existir antes que o dano aconteça.
Identificar. Avaliar. Gerenciar.
Behavioral Threat Assessment é uma abordagem estruturada e baseada em fatos para identificar comportamentos preocupantes, reunir informações, avaliar se uma pessoa pode representar risco de causar dano e desenvolver estratégias adequadas para gerenciar esse risco.
Princípio central
O processo é baseado em comportamento. Não depende de perfis demográficos, estereótipos ou de um único sinal de alerta.
Por que isso importa
A prevenção começa quando um comportamento preocupante é reconhecido cedo o suficiente para permitir coleta de informações, avaliação e intervenção antes que a violência aconteça.
NOTA COMBATIVES
Avaliação de ameaça não significa identificar “pessoas com aparência perigosa”. Significa compreender o comportamento dentro de seu contexto.
Fonte
Violência Direcionada
Violência direcionada refere-se à violência em que o agressor seleciona previamente uma determinada pessoa, grupo, organização ou local como alvo.
Planejada vs. reativa
A literatura técnica distingue violência predatória ou planejada de violência impulsiva ou reativa. A violência planejada pode envolver intenção, pesquisa, preparação e comportamentos relacionados ao alvo antes do incidente.
O que isso não significa
Nem toda violência segue o mesmo processo. Conceitos desenvolvidos para violência direcionada não devem ser aplicados automaticamente a toda discussão, confronto de rua ou agressão espontânea.
Fontes
A proteção começa com informação.
Protective Intelligence é uma abordagem proativa desenvolvida em operações de proteção para identificar, avaliar e gerenciar pessoas ou situações que possam representar ameaça a uma pessoa protegida ou a um determinado alvo.
A mudança de perspectiva
A proteção tradicional frequentemente se concentra em barreiras, agentes e segurança física. Protective Intelligence acrescenta outra camada: compreender a pessoa, sua motivação, capacidade, comportamento e relação com o possível alvo.
PERGUNTA CENTRAL
Que informações existem antes que a pessoa alcance o alvo?
Fonte
Fazer uma ameaça não é o mesmo que representar uma ameaça.
Uma pessoa pode usar linguagem ameaçadora sem, ao final da avaliação, representar um nível elevado de preocupação com violência. Outra pessoa pode nunca fazer uma ameaça direta e, ao mesmo tempo, apresentar comportamentos preocupantes de planejamento ou relacionados a um alvo.
Avaliação
Comunicações ameaçadoras devem ser avaliadas em conjunto com contexto, circunstâncias, relações, comportamento e outras informações disponíveis.
DISTINÇÃO IMPORTANTE
Não espere por palavras perfeitas de advertência quando o quadro comportamental mais amplo já justifica uma preocupação legítima.
Fonte
Pathway to Violence
Pathway to Violence é um dos modelos utilizados para compreender como algumas formas de violência planejada podem progredir de uma queixa ou ressentimento pessoal para comportamentos cada vez mais concretos relacionados a um ataque.
Limitação crítica
Esta não é uma sequência determinística. A progressão pode ser rápida, lenta, incompleta, diferente do modelo ou simplesmente não ser observável.
NOTA COMBATIVES
O valor prático do conceito não está na previsão. Está em reconhecer que o ataque pode ser o evento final de um processo comportamental mais longo.
Fonte
Mudanças importam.
Warning behaviors são comportamentos dinâmicos que podem indicar aumento ou aceleração da preocupação. Eles são diferentes de fatores de risco estáticos presentes no histórico de uma pessoa.
Fixation
Preocupação crescente ou extrema com uma pessoa, queixa, causa ou tema.
Leakage
Comunicações ou manifestações que não constituem necessariamente uma ameaça direta, mas revelam indícios de ideias, aspirações, intenções ou planos violentos.
Energy Burst
Aumento marcante na frequência, duração ou variedade de comportamentos de alerta relacionados ao alvo.
Last Resort Behavior
Comunicações ou ações que sugerem desespero crescente ou a percepção de que não restam alternativas.
NÃO FAÇA PERFIS
Nenhum comportamento isolado prova que a violência acontecerá. Os comportamentos devem ser avaliados dentro do contexto e da totalidade das circunstâncias.
Fonte
Alguém frequentemente vê uma parte do quadro.
A comunicação por pessoas próximas é um componente central da prevenção da violência direcionada. Familiares, amigos, colegas de escola, colegas de trabalho, vizinhos e outras pessoas podem observar comportamentos que não são visíveis para autoridades ou organizações.
O problema da informação
Uma pessoa pode ter visto uma comunicação. Outra pode saber de um ressentimento. Outra pode perceber uma mudança de comportamento. Quando essas informações permanecem separadas, o padrão maior pode nunca se tornar visível.
PRINCÍPIO DE PREVENÇÃO
Sistemas de comunicação só funcionam quando as pessoas sabem onde informar, acreditam que serão levadas a sério e confiam que haverá alguma resposta.
Fontes
Grievance pode importar — mas grievance não é previsão.
Estudos sobre violência direcionada identificam repetidamente grievance como um tema relevante em uma parcela significativa dos casos. A origem pode estar em uma percepção de injustiça, humilhação, conflito interpessoal, relações domésticas, emprego ou outros problemas pessoais.
Contexto
Milhões de pessoas passam por rejeição, humilhação, conflito e raiva sem se tornarem violentas. A preocupação aumenta apenas quando grievance é avaliada juntamente com outras informações comportamentais e situacionais.
Incidentes reais
A análise do Secret Service sobre 173 ataques em massa em espaços públicos encontrou motivações relacionadas a grievance em muitos casos e destacou o valor de reconhecer comportamentos preocupantes antes da violência.
Fonte
A violência por parceiro íntimo vai além da agressão física.
O modelo do CDC para Intimate Partner Violence inclui violência física, violência sexual, stalking e agressão psicológica — incluindo táticas coercitivas — praticadas por parceiro íntimo atual ou anterior.
Ambientes digitais
Stalking, agressão psicológica e comportamento coercitivo também podem ocorrer por meio de dispositivos digitais, sistemas de mensagens e redes sociais.
Prevenção
A prevenção inclui habilidades para relações seguras e saudáveis, participação de adultos e pares influentes, ambientes protetivos, sistemas de apoio e segurança para sobreviventes.
NOTA COMBATIVES
A proteção familiar não pode começar apenas quando a violência física aparece. Controle, coerção, stalking e comportamentos em escalada podem preceder o dano físico.
Fonte
A prevenção precisa começar antes da vitimização.
O CDC aborda a violência sexual como um problema de saúde pública que pode ser prevenido e que exige ações nos níveis individual, relacional, comunitário e social.
Estratégias de prevenção
Abordagens baseadas em evidências incluem promover normas que protejam contra a violência, ensinar habilidades de prevenção, apoiar meninas e mulheres, criar ambientes protetivos e reduzir danos a vítimas e sobreviventes.
Evidência importa
Conscientização, por si só, não é necessariamente prevenção. Programas devem ser avaliados de acordo com sua capacidade real de reduzir vitimização, perpetração ou fatores de risco estabelecidos.
Fonte
O abuso infantil inclui mais do que violência física.
Maus-tratos contra crianças incluem abuso físico, abuso sexual, abuso emocional e negligência quando praticados por pai, mãe, cuidador ou outra pessoa em posição de responsabilidade pela criança.
Fatores de risco e proteção
Abuso e negligência infantil surgem da interação entre fatores individuais, familiares e ambientais. Fatores de risco ajudam a identificar vulnerabilidades, mas não predizem qual indivíduo se tornará vítima ou agressor.
Ambientes protetivos
Relações seguras, estáveis e acolhedoras, ambientes familiares de apoio e acesso a serviços adequados constituem parte importante da prevenção.
NOTA COMBATIVES
Proteger uma criança não significa apenas ensiná-la a reagir ao perigo. Significa também modificar o ambiente ao seu redor para tornar o abuso mais difícil de iniciar, ocultar e continuar.
Fonte
Prevenção é mais importante do que previsão.
Pesquisas do Secret Service sobre ataques escolares consumados e evitados destacam repetidamente identificação precoce, comunicação, avaliação multidisciplinar e intervenção.
Sem perfil
Não existe um perfil demográfico útil de um estudante agressor. A avaliação deve se concentrar em comportamentos, circunstâncias, fatores de estresse, comunicações e contexto.
Pontos de intervenção
A análise de planos interrompidos demonstra que oportunidades de intervenção frequentemente existem antes que o comportamento alcance a violência.
Famílias e colegas
Estudantes, amigos, colegas de classe e familiares podem estar entre as pessoas em melhor posição para observar comunicações preocupantes e mudanças de comportamento.
IMPORTANTE
Retirar um estudante de determinado ambiente não significa necessariamente eliminar o risco subjacente. Prevenção exige avaliação, gerenciamento e suporte adequado.
Fontes
LINGUAGEM TÉCNICA
Termos-chave.
A COMBATIVES utiliza terminologia estabelecida sempre que possível. Os termos técnicos são mantidos em inglês para que o leitor possa identificá-los nas pesquisas originais e na literatura profissional.
Behavioral Threat Assessment
Avaliação estruturada de comportamentos e circunstâncias preocupantes com finalidade de prevenção e gerenciamento de risco.
Protective Intelligence
Coleta e análise de informações destinadas a identificar, avaliar e gerenciar possíveis ameaças a uma pessoa protegida ou alvo.
Targeted Violence
Violência em que um alvo específico é selecionado antes do ataque.
Grievance
Percepção profundamente pessoal de injustiça, dano, humilhação ou ressentimento que pode se tornar relevante em determinados casos de avaliação de ameaça.
Fixation
Preocupação extrema ou crescente com uma pessoa, causa, grievance ou assunto.
Leakage
Comunicações ou manifestações que revelam indiretamente informações relacionadas a pensamentos, intenções ou planos violentos.
Warning Behavior
Comportamento dinâmico que pode indicar aumento ou aceleração da preocupação.
Risk Factor
Característica ou circunstância associada a maior risco, mas que não constitui prova nem previsão do resultado de um indivíduo.
Bystander Reporting
Comunicação de comportamentos preocupantes observados por pessoas próximas a um indivíduo ou situação.
INSTITUIÇÕES DE REFERÊNCIA EM PESQUISA
De onde vêm as pesquisas.
A COMBATIVES estuda violência, comportamento, prevenção e proteção por meio de pesquisas técnicas, acadêmicas, de saúde pública e de segurança pública disponíveis ao público e produzidas por instituições reconhecidas.
Essas organizações oferecem diferentes perspectivas para o estudo da violência — incluindo Behavioral Threat Assessment, Protective Intelligence, justiça criminal, saúde pública, violência interpessoal, proteção infantil e prevenção da violência.
FBI
Federal Bureau of Investigation
Agência federal de aplicação da lei e inteligência doméstica vinculada ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Programas comportamentais e unidades especializadas do FBI produziram materiais operacionais e de pesquisa sobre violência direcionada, avaliação de ameaças, comunicações ameaçadoras, stalking, comportamento violento e prevenção da violência.
USSS
United States Secret Service
Agência federal de aplicação da lei vinculada ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Sua missão de proteção inclui autoridades nacionais designadas, outras pessoas protegidas, locais e eventos. O trabalho de proteção da agência contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento de Protective Intelligence e Behavioral Threat Assessment.
NTAC
National Threat Assessment Center
Centro do U.S. Secret Service dedicado à avaliação comportamental de ameaças e à prevenção da violência direcionada. Suas pesquisas examinam ataques consumados, planos interrompidos, histórico dos agressores, comportamentos preocupantes, comunicações, sistemas de comunicação e oportunidades de intervenção antes da violência.
NIJ
National Institute of Justice
Agência de pesquisa, desenvolvimento e avaliação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O NIJ apoia pesquisas relacionadas a criminalidade, justiça criminal, violência, policiamento e segurança pública, incluindo trabalhos fundamentais relevantes para Protective Intelligence e avaliação de ameaças.
CDC
Centers for Disease Control and Prevention
Agência nacional de saúde pública dos Estados Unidos. Seu trabalho de prevenção da violência examina a violência como um problema de saúde pública passível de prevenção e desenvolve estratégias baseadas em evidências relacionadas à violência por parceiro íntimo, violência sexual, abuso e negligência infantil, violência juvenil e outras formas de violência interpessoal.
DHS
U.S. Department of Homeland Security
Departamento federal responsável por uma ampla gama de missões relacionadas à segurança interna e segurança pública. O U.S. Secret Service integra o DHS, e iniciativas do departamento também abordam preparação, prevenção de ameaças, resiliência comunitária e proteção.
DOJ
U.S. Department of Justice
Departamento federal responsável pela aplicação da lei e pela administração da justiça nos Estados Unidos. Instituições citadas nas pesquisas da COMBATIVES, incluindo o FBI e o National Institute of Justice, integram o Departamento de Justiça.
MULTIDISCIPLINAR
Diferentes disciplinas. Um problema.
A violência não pode ser compreendida apenas por meio do confronto físico. Conhecimento relevante pode vir das ciências do comportamento, aplicação da lei, operações de proteção, justiça criminal, saúde pública, psicologia, educação, serviços sociais e outras áreas profissionais.
Referência não significa vínculo institucional
A COMBATIVES não declara afiliação, representação, endosso, treinamento ou certificação pelo FBI, U.S. Secret Service, NTAC, NIJ, CDC, DHS, U.S. Department of Justice ou qualquer outra instituição mencionada nesta página, salvo quando isso for expressa e independentemente declarado. Suas publicações disponíveis ao público são utilizadas como referências técnicas para estudo, pesquisa e educação independentes.
BIBLIOTECA DE PESQUISA
Referências principais.
As publicações abaixo fazem parte da atual biblioteca de estudos da COMBATIVES. São utilizadas como referências técnicas e não implicam vínculo institucional, certificação ou endosso.
PADRÃO COMBATIVES
Pesquisa antes da opinião.
A COMBATIVES não trata comportamento isolado, aparência, diagnóstico, características demográficas ou intuição como prova de que uma pessoa se tornará violenta.
Resultados de pesquisas são apresentados com seu contexto e suas limitações. Quando a COMBATIVES acrescenta uma interpretação editorial ou aplicação prática, essa interpretação é distinguida da fonte original.
A prevenção da violência é um campo multidisciplinar em evolução. Novas evidências podem aperfeiçoar, questionar ou substituir conceitos existentes ao longo do tempo.
COMBATIVES Research & Study Notes é um projeto educacional e editorial. O material apresentado aqui não constitui diagnóstico clínico, avaliação psicológica, parecer jurídico, avaliação policial de ameaça ou análise individualizada de segurança. Situações envolvendo perigo imediato devem ser encaminhadas aos serviços adequados de emergência, segurança pública, atendimento médico ou profissionais especializados da jurisdição correspondente.